quarta-feira, 5 de junho de 2013

Contributo: Grupo Transexual Portugal

É do conhecimento geral que, em tempos de crise, quem mais a sente são, regra geral, as minorias e grupos mais desfavorecidos. Com a presente crise a regra confirma-se. Assim, a juntar ao boicote feito pelos “especialistas” mais conservadores à lei de alteração de nome e sexo, que à revelia do espírito da lei só passam a declaração necessária para o efeito depois de terem dois relatórios de transexualidade, somam-se os casos em que as pessoas pura e simplesmente não têm o dinheiro necessário para proceder à respectiva alteração, desde que o o governo actual anulou a gratuidade do procedimento. Escusado será dizer que, simplesmente por o serem, as pessoas transexuais são das mais causticadas pelo flagelo do desemprego junto com os desempregados com idades a partir dos quarenta.

A juntar a isto, continua a intolerável intromissão da Ordem dos Médicos nos processos de transexualidade, com a autorização para as cirurgias, a ausência da Identidade de Género no Artº 13º da Constituição Portuguesa, as más avaliações por profissionais que, em vez de seguirem os standards internacionais, avaliam as pessoas de acordo com os seus próprios preconceitos, a demora nos processos originada muitas vezes por estes duvidosos critérios de avaliação e o desrespeito pelos seus pacientes, bem demonstrado pelo psicólogo Abel no Você na TV.


Mais razões haveriam para o efeito, mas estas já chegam bem para ilustrar a necessidade de união das pessoas trans e para o apelo à participação na Marcha do Orgulho de Lisboa 2013.


Para lutarmos pela gratuitidade do procedimento de alteração de nome e género.

Para lutarmos por uma lei integral e despatologizante de Identidade de Género.

Para lutarmos pela inclusão da Identidade de Género no Artº 13º da Constituição Portuguesa.

Para lutarmos contra a discriminação.

Para lutarmos pelos nossos direitos. 

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