terça-feira, 2 de julho de 2013
8ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto
A oitava marcha do orgulho LGBT do Porto terá lugar no próximo sábado, dia 6 de Julho. O ponto de encontro será às 15h30 na Praça da República.
Mais informações e o manifesto da edição deste ano no site oficial.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Contributo: Opus Gay
A OPUS GAY E A 14ª MARCHA DO ORGULHO - LISBOA
DIREÇÃO DA OPUS GAY
A Opus Gay (Obra Gay Associação) tem vindo a fazer ativismo em prol da população LGBT e tem, inclusivamente, contribuído para que as poucas conquistas se tenham efetivado e tornado, assim, realidade e, dentre elas destacam-se o casamento entre casais do mesmo sexo, o processo da mudanças de sexo e do nome próprio no Registo Civil, e mais recentemente a coadoção.
O ideal, no âmbito do nosso trabalho de fundo, é fazer trabalho em rede em todos os momentos, pois só dessa forma as instituições da sociedade civil que se dedicam a estas minorias sexuais têm mais peso junto dos responsáveis pelas tomadas de decisão neste país.
É por esse motivo que apoiamos a realização da Marcha do Orgulho 2013, que se vai realizar a 22 de junho, sábado, e que vai já na sua 14ª Edição.
Estas Marchas não são lúdicas, mas são-no também. O que elas são é a afirmação da cidadania por umas poucas horas, no espaço público, pelas minorias que habitam a cidade, porque durante o resto do ano todo a urbe é ocupada orgulhosamente pela heterossexualidade e pelo heterossexismo que pouco espaço deixa à cidadania dos demais.
Por isso, na Opus Gay pensamos que nos devemos solidarizar com todas as lutas dos LGBT e, simultaneamente, entrosarmo-nos em todas as outras lutas sociais que atravessam a sociedade portuguesa, tendo em conta a atual conjuntura que se nos afigura extremamente difícil a diversos níveis.
DIREÇÃO DA OPUS GAY
Contributo: Clube Safo
O Clube Safo acredita que a sua participação na 14ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa, cujo tema é o “Arco-íris contra a crise”, tem o objectivo colectivo do movimento LGBT, vir às ruas lisboetas reclamar, também, uma maior visibilidade das mulheres lésbicas e lutar por mais direitos no caminho da igualdade e combater o aumento das desigualdades a que os mercados financeiros votaram todos e todas nos últimos anos
Pode uma lésbica em 2013 lutar somente pela procriação medicamente assistida, pela co e adopção plena e ignorar a crise que o neo-liberalismo impõe? Nós afirmamos que não.
Para além de reclamar o direito a ser e ter orgulho de uma identidade lésbica, a mulher lés tem, também, que enfrentar todos os dias a luta pelo seu salário e posto de trabalho.
As lutas contra o neoliberalismo e as políticas de austeridade são também as nossas lutas e nelas continuaremos a participar. Pertencemos a uma enorme maioria em busca de mais justiça e duma vida digna e pacífica.
No dia a dia, a lésbica, como todas as mulheres, sofre uma pressão para cumprir os papéis sociais que o patriarcado lhe tenta impor, o dever da reprodução e de cuidadora, reduzindo-as a isso mesmo, unidades de produção e preservação de mão de obra. Tentando diminuí-las, segregando quando não pretendem encarnar, somente, esses papeis tradicionais.
O Clube Safo crê que ser lésbica em 2013 é também lutar pelo direito a uma vida digna e reclamar a escolha em ser ou não, um elemento de reprodução humana.
Reclamamos, por fim, o direito à vivência de uma sexualidade livre, diversa e encarada positivamente. Livre de preconceitos e de imposições sociais e hetero-normativas.
Pode uma lésbica em 2013 lutar somente pela procriação medicamente assistida, pela co e adopção plena e ignorar a crise que o neo-liberalismo impõe? Nós afirmamos que não.
Para além de reclamar o direito a ser e ter orgulho de uma identidade lésbica, a mulher lés tem, também, que enfrentar todos os dias a luta pelo seu salário e posto de trabalho.
As lutas contra o neoliberalismo e as políticas de austeridade são também as nossas lutas e nelas continuaremos a participar. Pertencemos a uma enorme maioria em busca de mais justiça e duma vida digna e pacífica.
No dia a dia, a lésbica, como todas as mulheres, sofre uma pressão para cumprir os papéis sociais que o patriarcado lhe tenta impor, o dever da reprodução e de cuidadora, reduzindo-as a isso mesmo, unidades de produção e preservação de mão de obra. Tentando diminuí-las, segregando quando não pretendem encarnar, somente, esses papeis tradicionais.
O Clube Safo crê que ser lésbica em 2013 é também lutar pelo direito a uma vida digna e reclamar a escolha em ser ou não, um elemento de reprodução humana.
Reclamamos, por fim, o direito à vivência de uma sexualidade livre, diversa e encarada positivamente. Livre de preconceitos e de imposições sociais e hetero-normativas.
Clube Safo
Contributo: Paulo Monteiro
Estarei presente porque esta marcha é uma marcha pelos Direitos Humanos, é uma marcha que celebra a Diversidade e que, ao mesmo tempo, não deixa esquecer as atrocidades provocadas pela discriminação dos que não respeitaram no passado e ainda não respeitam, em pleno século XXI, a orientação sexual e identidade de género dos seus pares.
Agora que tanto se fala da Grécia, partilho um provérbio grego que se aplica àqueles que buscam a mudança e melhorar o status quo: "Começar é metade de toda a acção". Estamos sempre a tempo de actuar contra a discriminação, basta começar. Porque não já este Sábado?
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Contributo: Exército de Dumbledore
A revolução será queer ou não será. Somos todxs corpos, pessoas, animais, pokemon, dragões, feiticeir*s e elfos domésticos e junt@s faremos a revolução! Vestidas ou despidas, pretas ou mulatas, com varinhas ou choques trovão saímos para dizer que queremos abolir a crise e a austeridade do nosso vocabulário. Que desprezamos o capitalismo e a mercantilização do ser e, mais do que isso, que o fazemos com insufláveis e ao som de David Bowie. Queremos mudar a língua e visibilizar *s ainda invisíveis: *s piratas do género, *s transtornad*s, os transespecistas, os corpos estranhos e, por isso, ainda mais bonitos, *s que não têm vontade de fazer sexo, mas nem por isso serão púdicos, mas principalmente, *s que, com austeridade, nem mais um dia aguentam. Queremos que a toda gente seja reconhecida a identificação com géneros nunca antes pensados, ou já reinventados, com uma cenoura ou um triceratops.
Esta marcha, mais do que caminhar do Príncipe Real à Praça da Figueira, é a demonstração das identidades múltiplas (de número tão vasto como o número de consciências que estão agarradas pela gravidade ao mundo) que somos, que fomos e que seremos. Seremos, mesmo quando não tivermos direito a ser. Que não nos resumimos a multidões que gostam de fazer “desfiles-de-plumas” uma vez por ano, mas que também o somos. Que acreditamos no amanhã de Taksym, de S. Paulo, do Rio de Janeiro, de Atenas e de todos os que se juntarem. A luta pelo que defendemos não se esgota neste dia.
Largando os preconceitos fufa-traveca-paneleiro, reivindicamos a calçada como sendo nossa e de ninguém ao mesmo tempo, como sendo o palco da revolução que queremos. Uma revolução de todas as cores, com espaço para todxs, sem opressões nem repressões. Não teremos medo de querer usar strap-on 24h por dia, de deixar crescer pêlos-em-quem-for, mesmo que a barba venha de mini-saia. Que os bears usem as suas barrigas para deitar abaixo o governo, as mulheres as suas barbas, e as personagens de hentai os seus tentáculos! Este sistema esqueceu-nos e nós não o esqueceremos. Encontremos em cada assexual, em cada camiona, em cada drag queen ou king um ser que merece respeito. Excepto se for o Cavaco Silva, o Belmiro de Azevedo ou o Jerónimo Martins, esses não merecem nada.
Revolucionemos o mundo com orgasmos, e revolucionemos os orgasmos com varinhas mágicas, livros e chocolates não-comerciais ao fim da tarde. Misturemos identidades, sexualizemos o moralismo e assexualizemos a objetificação! A revolução (a)sexual chegou, e todxs xs animais, human@s, elfos doméstic@s, muggles, feiticeiras, avestruzes e tapetes voadores estão prontas para se juntar a ela!
Esta é também a nossa revolução. É o momento de dizer que nós queremos mais do que casamentos e co-adopções. Exigimos uma sociedade na qual o sexo seja trabalho legalizado e reconhecido, queremos dissipar o convencionalismo da língua sexista e da hetero/homonormatividade. Queremos uma sociedade anticapitalista e não desistimos da utopia. Somos uma floresta de revoltas.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Contributo: GAT
Os contextos de crise tendem a ser propícios ao ressurgimento de preconceitos e discriminações. São também estas as alturas de cortes nos serviços de saúde e apoio social, deixando ainda mais desprotegidas as populações mais vulneráveis e as minorias. A comunidade LGBT não é exceção. Foi este o grupo que no passado liderou e implementou as primeiras campanhas de prevenção do VIH e se organizou para financiar a investigação e para forçar a disponibilização de tratamentos eficazes para o tratamento do VIH. É importante que, nesta época de crise, continue a ter um papel ativo nas políticas relacionadas com o VIH, a prevenção, os tratamentos e o estigma em relação a pessoas que vivem com o VIH.
Em Portugal os homens que têm sexo com homens são uma das populações mais afetadas pelo VIH. Embora tenham geralmente relações sexuais mais seguras (usam mais o preservativo do que a população em geral), os homens que têm sexo com homens são uma comunidade de dimensões reduzidas e, como tal, o vírus propaga-se com maior rapidez. Além disso, o sexo anal comporta maiores riscos que outras que outras práticas sexuais. Em Portugal, o número de casos diagnosticados neste grupo aumentou 50% na última década e o número de diagnósticos na fase assintomática duplicou nesse período. Esta tendência para o crescimento da infeção não se observa noutros grupos e estima-se que uma em cada cinco pessoas não saibam ser portadoras do VIH.
Assim, torna-se urgente a defesa do acesso universal à informação sobre métodos de prevenção da infeção pelo VIH, ao diagnóstico precoce, aos tratamento e serviços de apoio feitos para responder às necessidades dos homens que têm sexo com homens e das mulheres trans. A par disto, importa garantir também a existência de respostas adequadas à situação dos migrantes, às pessoas que usam drogas, aos reclusos e trabalhadores do sexo, não esquecendo nunca que as orientações sexuais e as identidades de género não-normativas são transversais a toda a sociedade, que as opressões se sobrepõem e afetam sobretudo as mulheres (cisgéneras e trans), as pessoas que vivem com o VIH e minorias sexuais em geral.
Saímos à rua no sábado por saber que é necessário resolver a inadequação das estruturas de saúde em relação à população homo, bi e trans. Parte da população LGBT afasta-se dos cuidados médicos por receio de discriminação e/ou por não sentirem as suas necessidades reconhecidas. A expressão da orientação sexual e identidade de género dos utentes é essencial para uma boa avaliação das suas necessidades ao nível da saúde sexual.
Em Portugal os homens que têm sexo com homens são uma das populações mais afetadas pelo VIH. Embora tenham geralmente relações sexuais mais seguras (usam mais o preservativo do que a população em geral), os homens que têm sexo com homens são uma comunidade de dimensões reduzidas e, como tal, o vírus propaga-se com maior rapidez. Além disso, o sexo anal comporta maiores riscos que outras que outras práticas sexuais. Em Portugal, o número de casos diagnosticados neste grupo aumentou 50% na última década e o número de diagnósticos na fase assintomática duplicou nesse período. Esta tendência para o crescimento da infeção não se observa noutros grupos e estima-se que uma em cada cinco pessoas não saibam ser portadoras do VIH.
Assim, torna-se urgente a defesa do acesso universal à informação sobre métodos de prevenção da infeção pelo VIH, ao diagnóstico precoce, aos tratamento e serviços de apoio feitos para responder às necessidades dos homens que têm sexo com homens e das mulheres trans. A par disto, importa garantir também a existência de respostas adequadas à situação dos migrantes, às pessoas que usam drogas, aos reclusos e trabalhadores do sexo, não esquecendo nunca que as orientações sexuais e as identidades de género não-normativas são transversais a toda a sociedade, que as opressões se sobrepõem e afetam sobretudo as mulheres (cisgéneras e trans), as pessoas que vivem com o VIH e minorias sexuais em geral.
Saímos à rua no sábado por saber que é necessário resolver a inadequação das estruturas de saúde em relação à população homo, bi e trans. Parte da população LGBT afasta-se dos cuidados médicos por receio de discriminação e/ou por não sentirem as suas necessidades reconhecidas. A expressão da orientação sexual e identidade de género dos utentes é essencial para uma boa avaliação das suas necessidades ao nível da saúde sexual.
Contributo: Associação de Estudantes do ISCTE-IUL
O meio académico caracteriza-se por ser um contexto de debate, produção e partilha de conhecimento, liberdade de escolha e consequente emancipação dos seus elementos, porém a democracia nunca é completa sem a total liberdade de escolha e a academia é também um espaço de reprodução das normas sociais vigentes na qual a discriminação sexual não é exceção, nomeadamente nas práticas alternativas ao modelo social padronizado.
Esta discriminação materializa-se nos comportamentos quotidianos, expressões como “bicha” ou “maricas” são comuns e utilizados como via para a penalização ou desvalorização. Este principio encontra-se tão estruturado no meio académico que dificilmente encontraremos um casal homossexual com a mesma liberdade que um casal heterossexual, existindo casos de estudantes que não assumem a sua orientação sexual no espaço da universidade com medo de represálias. Esta prática atinge o seu auge em momentos de confronto com outros espaços académicos, associados maioritariamente a cânticos e músicas pautadas pelo sexismo e pelo preconceito.
A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL representa a totalidade dos seus estudantes, pautando a sua atividade pelos valores da igualdade, democracia e liberdade, considerando a diferença um dos princípios centrais da sua estrutura. Assumimos o compromisso de combater qualquer forma de discriminação ou penalização de estudantes em consequência de escolhas e orientações individuais e existimos para construir um espaço inclusivo e democrático em que a liberdade e o direito de escolha sejam valores centrais para a comunidade académica.
A Associação de Estudantes do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa está solidária com a Marcha LGBT de Lisboa, vinculando o seu apoio à mesma no próximo dia 22 de Junho.
A Associação de Estudantes do ISCTE-IUL representa a totalidade dos seus estudantes, pautando a sua atividade pelos valores da igualdade, democracia e liberdade, considerando a diferença um dos princípios centrais da sua estrutura. Assumimos o compromisso de combater qualquer forma de discriminação ou penalização de estudantes em consequência de escolhas e orientações individuais e existimos para construir um espaço inclusivo e democrático em que a liberdade e o direito de escolha sejam valores centrais para a comunidade académica.
A Associação de Estudantes do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa está solidária com a Marcha LGBT de Lisboa, vinculando o seu apoio à mesma no próximo dia 22 de Junho.
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