domingo, 7 de fevereiro de 2016

Queres criar o cartaz da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa 2016?


À atenção de artist@s, design@rs, gráfic@s, desenhador@s,amador@s, profission@is, criativ@s, imaginativ@s, curios@s, militant@s, ativist@s, e todXs!



A organização da Marcha do Orgulho LGBT - Lisboa 2016 recebe até 20 de março propostas para o CARTAZ da próxima edição. Com o lema "Celebrar as diferenças, TRANScender o género" pretendemos continuar a usar o cartaz como meio fundamental da comunicação e divulgação da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa.

A COMPOSIÇÃO DEVE INCLUIR OS SEGUINTES ELEMENTOS:

- "17ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa";
- Data e hora de início: 18 de Junho de 2016 - 17h;
- Local de partida/início: "Jardim do Príncipe Real";
- Pedimos que as propostas reflitam o lema da manifestação “eu, tu, nós Celebrar as diferenças, Transcender o Género”
- Espaço na secção inferior para os logótipos das associações que constituem a Comissão Organizadora


REQUISITOS DO PRODUTO:

- Tamanho do cartaz: 700 x 500 mm;
- Resolução pretendida: 300 a 450 dpi [mín. e máx.];
- Formatos digitais aceites: JPG, TIF, EPS ou PDF;
- Composição gráfica livre, sob a condição de respeitarem o objetivo do cartaz, ou seja, a divulgação da marcha.

PROCESSO DE SELEÇÃO:
- O concurso encerrará no dia 20 Março 2016, às 23h59. Até essa data as propostas devem ser enviadas para o email: marchalgbt@gmail.com;
- Qualquer candidatx pode enviar um número ilimitado de propostas, desde sejam trabalhos originais e inéditos;
- Cada candidatx deve enviar a/s sua/s proposta/s, juntamente com o seu nome e contactos (email e telefone).
- Cada proposta será avaliada após a data de fecho do concurso pela comissão organizadora.

Após a seleção da proposta vencedora, será pedido ax designer que adapte o cartaz para elementos de divulgação acessórios mais simples: um banner adaptado à imagem de capa no Facebook e um folheto A5, que mantenham a mesma linha gráfica.

- A Comissão reserva-se o direito de propor alterações ao cartaz em conformidade com questões estéticas ou conceptuais que considere pertinentes.
- A MOL é composta por organizações sem fins lucrativos e todas as iniciativas de angariação de fundos servem para financiar a manifestação e os seus momentos de divulgação. Por esse motivo, haverá um prémio de carácter simbólico no valor de 100€ para x designer do cartaz escolhido. Será elaborada uma carta de recomendação, se solicitada, para aquelxs que desejem incluir este trabalho no seu portfólio.

- Qualquer dúvida ou questão relativa ao concurso deve ser enviada para o email marchalgbt@gmail.com

terça-feira, 26 de maio de 2015

Não me obriguem a vir para a rua gritar



Texto escrito há 10 anos, em 2005, por Eduarda Ferreira

“Não me obriguem a vir para a rua gritar”
A minha família e os meus amigos sabem que eu sou lésbica; ando de braço dado na rua com a minha namorada; damos beijos quando a ternura aperta; assumo-me como lésbica em programas de televisão; quando falo com alguém que não conheço não oculto ou disfarço o facto de ter uma relação amorosa com uma mulher e que esse é o meu núcleo familiar; participo nas marchas e grito bem alto “seja homem ou mulher eu amo quem quiser”, ...
Poderia dizer que não sou alvo de discriminação e que se tenho algum tratamento diferenciado até é pela positiva. Todos me tratam com uma delicadeza enorme e com uma atitude politicamente correcta quando, por exemplo, dou sangue e assumo a minha relação lésbica, ou quando eu e a minha namorada vamos para um hotel e assumimos que queremos um quarto com cama de casal, porque somos de facto um casal, estamos habituadas e gostamos de dormir juntas.
Tudo isto é muito bonito e maravilhoso, a quantos milhões de anos luz estamos dos tempos da clandestinidade, do proibido, do escondido. Deveria estar contente e não sentir necessidade absolutamente nenhuma de vir para a rua gritar, mas ... sinto e sinto-a com muita força e urgência.
Sinto essa necessidade e urgência, porque neste quadro tão positivo algo me perturba... Dizem-me, quando falo da excelente relação que sempre tive com os meus pais, sabendo eles da minha orientação sexual, que tive sorte em ter pais assim. Sorte? Sem dúvida sorte por serem pessoas extraordinárias que me ensinaram a amar a vida e a maravilhar-me com toda a beleza que ela tem, mas não de forma alguma sorte por eles me aceitarem. Só o facto de se dizer “aceitarem” encerra em si mesma a essência da discriminação, do ser diferente e não simplesmente diverso.
Uma coisa é sermos todos diversos e ricos nessa diversidade, outra é alguns serem considerados diferentes em relação a uma maioria, serem o desvio que se opõe à norma.
Não quero ser “aceite” e suportar o silêncio embaraçoso, mas supostamente simpático de pessoas amigas da família que calam questões sobre o facto de estar sozinha ou acompanhada, ignorando a minha vida em comum com a minha companheira.
Não quero a simpatia que também pode magoar! Quando uma amiga que não vejo há longa data me diz: podes vir visitar-me, eu sei como vives e estás à vontade para trazer a tua companheira. Este discurso pode parecer mais uma vez maravilhoso, mas não é! É como se dissessem: apesar da tua “diferença” não precisas de te esconder nem de te envergonhar. Mas a mim nunca me passou pela cabeça, nem pelo coração, envergonhar-me de gostar de alguém só porque é do mesmo sexo que eu.
Dói-me ver @s meus amig@s lésbicas e gays que se escondem de si próprios e dos outros; que vivem as suas vidas num jogo de faz de conta para que ninguém saiba ou desconfie da sua orientação sexual; que nunca, mas nunca em caso algum darão um beijo em público à pessoa que amam e que mesmo em casa só o fazem longe da janela; que convivem com os seus amigos e famílias, num clima de sorrisos e hipocrisias, esforçando-se por ocultar uma das partes mais importantes e significativas da sua vida, a relação amorosa com a pessoa que amam; que acham que se mostrarem ao mundo que amam alguém do mesmo sexo estão a “chocar” desnecessariamente os outros, não conseguindo ver a violência imensa que existe numa sociedade que faz sentir como errados e negativos sentimentos de afecto e amor, empurrando-os para a invisibilidade.
Por isso digo que me obrigam a vir para a rua gritar!
Obrigam-me as pessoas simpáticas que me “aceitam”;
Obrigam-me as amigas e amigos lésbicas e gays que se escondem dos outros e deles próprios;
Obriga-me o facto de muitas pessoas a partir do momento em que sabem qual é a minha orientação sexual passarem a considerar essa a característica mais importante que me define;
Obriga-me o orgulho de me sentir feliz e bem comigo apesar de ter crescido numa sociedade heteronormativa, em que nenhum filme, canção de amor ou livro me mostrou que também se pode amar alguém do mesmo sexo e que isso pode ser uma coisa bonita, e não um desvio ou uma doença;
Obriga-me o orgulho de um dia, depois de muitos anos, poder ir assumindo cada vez mais para mim própria que não há nada a esconder, mas tudo a mostrar para que outras e outros não tenham de sentir o que senti, e para que todos possam ser finalmente mais livres de expressarem de forma mais honesta tudo o que sentirem.
Quero a visibilidade para que finalmente todos possamos ser mais livres.
Porque quero a dignidade de ser tratada como igual – sem mais!
E para tal o primeiro passo é simplesmente dizer: existimos – vejam-nos!
A visibilidade lésbica é uma postura política, porque tudo o que é pessoal também é político
Por isso temos a necessidade de vir para a rua gritar!
E quero que muit@s mais venham comigo!
E faço aqui um apelo para que estejam connosco na Marcha do Orgulho dia 26 de Junho em Lisboa.”

Este ano o apelo é para dia 20 de junho no Príncipe Real em Lisboa :)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Manifesto da 16ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa


Contra a violência, quebra o silêncio!

Chega de silêncios. As pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans são alvo de várias violências. Recusamos o silenciamento da violência e a violência do silêncio. Marchamos, com um apoio cada vez mais alargado e com orgulho na luta que travamos, para denunciar bem alto todas as formas de violência e para as combatermos em conjunto.

Há cada vez mais registos de crimes de ódio cometidos contra nós, por causa da orientação sexual, identidade e expressão de género. Embora haja cada vez mais denúncias, há também ainda demasiados silêncios: às vezes calamo-nos por sentirmos que vivemos em isolamento ou por medo da discriminação. Outras vezes calam-nos. Aumentam também os registos de suícidios nas nossas comunidades, mas sabemos que também aqui os silêncios imperam. É preciso não só prevenir e combater, mas também apoiar as pessoas que sobrevivem e que continuam a lutar. 

O bullying homofóbico, lesbofóbico, bifóbico e transfóbico continua a ser uma realidade nas ruas, nas casas que deviam ser lares, nas escolas, nos locais de trabalho - e muitas vezes também é silenciado. Por isso é cada vez mais fundamental a educação sexual, a educação para a cidadania e a formação, muito para além das escolas, para denunciar e combater todas as formas de bullying.

A desinformação, o silêncio e a violência perpassam também no nosso direito à saúde. As pessoas trans continuam a não ter acesso a cuidados de saúde competentes e que respeitem a sua autonomia e identidade. Face à ausência de resposta atual no SNS  exigimos do Estado urgentes soluções alternativas, gratuitas e de qualidade para todas as pessoas trans que aguardam cirurgia. A doação de sangue continua a ser impedida em muitos casos para homens que têm sexo com homens, com critérios estigmatizantes, discriminatórios e errados. E as pessoas LGBT têm medo da discriminação e evitam muitas vezes recorrer a profissionais de saúde, perdendo, em silêncio, o acesso a um direito que tem que ser universal.

Aumentam, por seu lado, as novas infeções pelo VIH em jovens gays e mulheres trans. Cresce a violência a que estas pessoas são sujeitas, da discriminação no acesso aos cuidados de saúde à violência do estigma que encontram nas suas vivências e relacionamentos dentro das comunidades LGBT e da sociedade em geral. É fundamental trabalharmos em conjunto na prevenção, mas também na luta contra todas estas formas de discriminação. 

E os silêncios ainda são a regra no trabalho, reforçados pelo medo acrescido que a austeridade veio impor. Viver em silêncio também é uma violência quotidiana para muitas pessoas LGBT. Temos que quebrar todos estes silêncios e garantir que todas as pessoas têm o direito de afirmar a sua identidade sem hesitações.

Também por isso, não aceitamos o silenciamento da autonomia das pessoas trans. Temos que garantir a despatologização das identidades trans para garantirmos o direito de todas as pessoas a viverem livremente a sua identidade. Temos de incluir a identidade e a expressão de género no artº 13º da CRP.

Por sua vez, o silêncio sobre as pessoas intersexo tem também que acabar. Porque a vontade de silenciar pessoas intersexo significa ainda violentas mutilações à nascença, que são violações gritantes de Direitos Humanos. 

E não aceitamos que tentem silenciar as nossas famílias, que são diversas e múltiplas. Em questões de parentalidade, denunciamos e condenamos a violência simbólica de leis que nos dizem que não devemos ser o que já somos: mães ou pais. E enfatizamos a vergonha de uma lei também sexista que veda o acesso à procriação medicamente assistida a mulheres solteiras e casais de mulheres e que é uma violência sobre a autonomia das mesmas. 

Somos pessoas com uma enorme diversidade: pessoas de várias origens étnicas, imigrantes, requerentes de asilo, pessoas trans, pessoas com deficiências, pessoas de várias religiões, pessoas que têm diferentes modelos relacionais, pessoas idosas e jovens, assexuais, bissexuais, mulheres lésbicas, pessoas que estão em relações não-monogâmicas consensuais, mas sempre pessoas com Direitos inalienáveis. Como inalienável tem de ser o direito a que todas as pessoas possam ser reconhecidas na interseção entre as suas várias identidades, e protegidas da violência, física ou psicológica, venha ela de onde vier.

Temos, em conjunto, que garantir condições para quebrar o silêncio, para denunciar e combater todas as violências.

Em comum recusamos todas as formas de discriminação e violência - queremos acabar com o silêncio.

Contra a violência, ergue a tua voz!
Quebra o silêncio, junta-te a nós!

A Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa

segunda-feira, 30 de março de 2015

Concurso de Cartaz para a Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa – 2015

Nesta 16ª edição da Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa (MOL), mais uma vez lançamos o desafio à comunidade criativa nacional e internacional para a elaboração dos materiais de divulgação da marcha, com especial enfoque sobre o cartaz. Assim, pedimos a colaboração de todxs xs criativxs profissionais ou amadores na resposta a este concurso.

Quem se pode candidatar:

- Criativxs profissionais, amadores ou indivíduos que trabalhem nesta área e que tenham experiência em trabalhos equiparados.

Requisitos do Produto:

- Tamanho do cartaz: 700 x 1000 mm;
- Resolução pretendida: 300 a 450 dpi [mín. e máx.];
- Formatos digitais aceites: JPG, TIF, EPS ou PDF;
- Composição gráfica: livre, sob a condição de respeitarem o objectivo do cartaz, ou seja, a divulgação da marcha.

A composição deve incluir os seguintes elementos:

- "16ª Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa";
- Data e hora de início: 20 de Junho de 2015 às 17h;
- Local de partida/início: "Jardim do Príncipe Real";
- Se possível, pedimos que as propostas reflictam o lema da manifestação;
- Espaço na secção inferior para os logótipos das associações que constituem a Comissão Executiva;
- O logótipo da MOL 



O concurso encerará no dia 13 de Abril.

Outros detalhes: 

- A marcha terá este ano o lema "Contra a violência, quebra o silêncio!";
- As propostas deverão ser enviadas até à data de fecho do concurso para o email: marchalgbt@gmail.com;
- Qualquer candidatx poderá enviar um número ilimitado de propostas, desde que sejam trabalhos originais e inéditos;
- Cada candidatx deve enviar a/s sua/s proposta/s, juntamente com o seu nome e contactos (email e telefone).

Cada proposta será avaliada após a data de fecho do concurso pela Comissão Executiva. Informamos ainda que que após a selecção da proposta vencedora, iremos solicitar o apoio dx designer para a realização de elementos de divulgação acessórios mais simples - um banner adaptado à imagem de capa no Facebook e um folheto A5 que deverão ter a mesma linha gráfica do cartaz. De qualquer forma, estes elementos podem, se x designer assim o desejar, ser já incluídos na sua submissão inicial. A Comissão Executiva reserva-se o direito de propor alterações ao cartaz em conformidade com questões estéticas ou conceptuais que considere pertinentes.

A Comissão Executiva é composta por organizações sem fins lucrativos e todas as iniciativas de angariação de fundos servem para financiar a manifestação e os seus momentos de divulgação. Por esse motivo, haverá um prémio de carácter simbólico no valor de 100€ para x designer do cartaz escolhido. A Comissão Executiva compromete-se também a escrever uma carta de recomendação, se solicitada, para quem desejar incluir este trabalho no seu currículo ou portfólio.

Caso haja alguma dúvida ou questão basta contactar-nos para marchalgbt@gmail.com

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Contributo da Opus Gay

PAPA FRANCISCO,16 JUNHO 2014

"Não podemos tolerar que os mercados financeiros decidam a sorte dos Povos, em vez de responderem às suas necessidades, e que um pequeno número de pessoas possa amassar grandes fortunas graças à especulação."

Cidadãos e cidadãs!  

É o  Papa Francisco  que  nos dá o mote dos tempos que estamos passando, relativamente à grave crise que aflige a Humanidade, aflige os cidadãos e martiriza os portugueses. 
O momento que vivemos é de austeritarismo assassino, austeridade dizimadora do quotidiano dos nossos cidadãos e muito particularmente das minorias, e em especial dos LGBT.

A luta mais global que travamos neste momento é contra a homofobia, pois nuns países mata, noutros proscreve e noutros discrimina.

A crise económica, social e política que atravessamos apela à unidade das forças que temos, para destruir os novos fascismos, os novos totalitarismos mascarados de fundamentalismos religiosos, ideológicos e económicos, sejam eles muçulmanos, cristãos ou judeus. 

Temos de  lutar definitivamente contra a homofobia como luta global, travada a diferentes níveis, por todos os cidadãos que respeitam os Direitos Humanos, independentemente das orientações sexuais, pois sem o respeito dos direitos humanos não há Democracia. Aqui em Portugal, a Igreja Católica tem a sua responsabilidade e ainda não ouvimos dos nossos bispos as palavras conciliadoras do Papa.

Este é o momento de apelar a todos, nomeadamente aos LGBT, para que se consciencializem, participem  na vida pública, e reivindiquem os direitos que nos querem retirar, sem prejuízo de cumprirmos a todos os níveis as nossas obrigações,  como cidadãos de pleno direito.

Até ao presente, graças à nossa presença na Comunidade Europeia, conseguimos avanços importantes no plano da igualdade e da cidadania, mas ainda há caminhos a percorrer. 
Não podemos deixar passar o problema da adoção e coadoção, o problema na discriminação de sangue pelos gays, o problema da violência doméstica no casal ou na família – praga social que atravessa a nossa sociedade, sem olhar a classes – o problema do machismo  que aflige as mulheres, o problema da discriminação no local de trabalho, o problema do desemprego de que são vítimas os LGBT, prioritariamente, e na área dos Afetos a necessidade de uma educação para o Amor, para além da educação sexual nas escolas.

A OPUS GAY, consciente do difícil momento histórico que atravessamos em Portugal, tem como obrigação moral e ética lutar com os portugueses para a reconquista dos direitos perdidos e pela Igualdade, e lutar pelos e com os LGBT portugueses, de toda a Europa, e de todo o mundo, em prol do respeito pelos jovens nas escolas vitimas de bullying, pelos idosos LGBT cada vez mais isolados na nossa sociedade e a precisarem de uma solidariedade efetiva.

Solidariedade também com os   bis casados, que se auto-obrigam a uma clandestinidade e duplicidade destrutiva, Com os LGBT isolados nas aldeias e vilas deste país, onde o ruralismo atávico não lhes permite a assunção plena de uma sexualidade construtiva, de uma vida plena e feliz, que possa contribuir para o bem-estar individual e coletivo dos redes sociais em que estamos todos inseridos, e enfim, com as ONG e Associações  que trabalham  neste setor e se sacrificam  diariamente para consciencializar e defender todos e todas das dificuldades que atravessamos. 

Caros cidadãos, caros amigos, caros LGBT, todos os dias, a Luta Continua. 

20 de Junho de 2014

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Contributo: GAT

Neste último ano dois estudos feitos em Portugal (Stigma Index e 30 anos, 30 mitos do VIH/sida) documentam aquela que é a experiência diária das pessoas que vivem com o VIH. Trata-se de experiências de incompreensão, medo e rejeição por parte das pessoas que lhes são próximas na família, no trabalho e nos cuidados de saúde. São situações que alimentam e perpetuam o estigma, a discriminação e a invisibilidade. Só em Portugal são mais de 30000 as pessoas diagnosticadas com VIH. São os nossos parceiros, amigos, colegas e familiares. Mas invisíveis. Num armário. Para muitos, um segundo armário. 

Também sobre isso sabemos muito. Nós, a comunidade LGBT, uma comunidade muitas vezes invisibilizada e estigmatizada. E que na busca da aceitação e da normalização social repete padrões, omissões e rejeições. Como se o VIH não tivesse lugar na nossa comunidade. 

Vivem-se no entanto momentos decisivos e de mudança na história desta infeção. Sabemos hoje que as respostas nesta área passam por:

- conhecer a infeção (compreender onde estão a surgir novos casos, em que regiões do país, em que populações e em que faixas etárias);

- diagnosticar cedo e tratar a infeção reduzindo a transmissão;

- Aliar, na prevenção, ferramentas antigas (preservativo) e novas (intervenções farmacológicas);

- Garantir os melhores cuidados e salvaguardar os direitos das pessoas que vivem com o VIH. 

Trata-se, portanto, de afinar estratégias, de mobilizar recursos e capital humano, de combinar ciência e direitos humanos. Para que tal aconteça de forma verdadeiramente mobilizadora é necessário uma mudança na forma como lidamos com esta realidade. É necessário que as associações e a comunidade em geral falem sobre a infeção pelo VIH e sobre o aumento do número de novos casos entre a população de homens gay, bissexuais, outros homens que têm sexo com homens e mulheres trans.

Não podemos manter o mesmo discurso e atitudes dos últimos 30 anos, nem podemos ignorar a realidade.

Por tudo isto lá estaremos no dia 21, na Marcha, com orgulho e visibilidade. 




terça-feira, 17 de junho de 2014

Contributo: rede ex aequo

A rede ex aequo vem uma vez mais para a rua com o propósito de:

- Combater a invisibilidade das pessoas LGBT;
- Erradicar o insulto baseado na orientação sexual e identidade ou expressão de género;

- Minimizar o isolamento dos jovens LGBT;

- Sensibilizar para um verdadeira inclusão dos jovens LGBT na sociedade, especialmente em meio escolar

- Alertar para o combate ao bullying; 

- Exigir uma monitorização do ensino da Educação Sexual nas escolas, e especialmente a inclusão da temática da orientação sexual e identidade de género;

- Requerer um comprometimento efectivo das instituições de ensino no combate à homofobia, bifobia, transfobia;

- Dar a possibilidade aos jovens LGBT de crescer e desenvolver a sua sexualidade, sem medo de exclusão;

- Garantir que os jovens LGBT crescem sabendo que podem recorrer à procriação medicamente assistida e à candidatura à adoção enquanto casal;

- Exigir a aprovação de uma lei que possibilite a co-adoção em casais do mesmo sexo;

- Rejeitar o insulto feito pela Assembleia da República ao aprovar a passada proposta de referendo.

No próximo sábado, marchamos com orgulho em ser como somos! Vem também!